domingo, 15 de junho de 2014
ESTRANHA TARDE
14 horas! Uma tarde estranha. Vazia.. Quente. Sem vida. Na rua nem viva alma.
Olho o arvoredo do Parque. Saboreio o meu café do " pós-almoço ". Que gosto tem? Em
verdade, não sabe a nada!
É um café solitário, tomado na varanda.
Ainda tento meter conversa com as minhas flores.
- Estás bonita , hoje, Hortência cor de rosa.
- E tu, Limonete? Tens um cheirinho bom!
- E vocês cravos? Cravos do meu Paulo abrem sempre pelo São João. Um branco
outro raiado de vermelho. Não me faltam nunca. São meus amigos e os amigos não falham.
E a Gibóia? A Cidreira...a Alfazema...o Acer atrevido que veio nascer, num vaso, á toa sem
pedir licença a ninguém...como está crescido e bonito!...e a salsa pequenina...
Café amargo... sem sabor.Se ao menos tu, Amigo, estivesses aqui, a rir.. a chalaçar,
a falar do Mundial... a contar uma anedota, eu ficaria a ouvir-te.. a tentar ler a verdade
das histórias no fundo dos teus olhos claros e não estaria só.
Vou tentar enganar-me:
2 cálices de whisky....à nossa!...Ah!! Já está... Soube bem estar assim contigo.
Foi pura imaginação mas enfim: fintei a Solidão!
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