FIM DE TARDE OUTONAL
Uma clareira de jardim, igual a tantas outras.
Quatro bancos. Ele enroscado nela. Ela enroscada, pendurada nele.
Duas cabeças: uma, loiro artificial. A outra como o pronúncio de que começa a "nevar". Mãos nas mãos entrelaçadas. As têmporas encostadas como suportes mútuos de árvores mal tratadas durante anos.
No quarto banco, a solitária mas não "sòzinha", olha para dentro e pensa: Deus meu!...
Será que ainda tenho o direito de competir com um trio tão diverso?
Tão longe e tão perto no caminho do sonho e da realidade.
Anseio de se encontrarem. Pressa de se separarem. De se reencontrarem num qualquer ecrã dum telemóvel, clicando SMSS, onde fica sempre algo por dizer...
Até ao novo amanhã!.......
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